domingo, 16 de setembro de 2012

Sobre ser, e eu fui

Usava algo como uma cortina por cima do corpo, de flor, tinha todas.
Girava ele e pisava na grama com leveza de pássaro, seu rosto fino, 
seu cabelo cacheado e vivo. Seu transparecer de coisas boas era um evento
de finalidade filantrópica mundial. O mundo precisava daquilo, um ato 
com assinatura de todos os deuses embaixo. Era linda, eu digo linda mesmo
aquela que te rouba um sorriso vindo de lá, era tanto que nem cabia a mim
ir em sua direção. Eu pierrot das noites, um errante fronte aquela precisa ser.
Admirei como quem ganhou uma chance de ver a tal cena, depois disso… Depois
disso só ouve um silêncio em mim, eu sabia o que significava, só eu sabia.

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