quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Amargo de mim

Quando me deparei estava ali, sentando em um banco na praça, querendo saber algo sobre você
tentando entender um monte de porque´s em minha cabeça, entender motivos, não tive êxito
eu queria te ter, mas não posso, não agora, nunca. Não consigo nem ao menos disfarçar minhas mãos soando
feito tampa de panela, a minha vontade de parar o tempo, tirar as pilhas do relógio e deixar que tudo se faça agora. Só pra ver se engano o sol, só pra noite não chegar, solitária, me engolindo aos poucos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Minutos de ouro branco

Estava uma temperatura agradável, a praia parecia um palco de dança, ela rodopiava pra todos os lados, enquanto seus pés deixavam a marca na areia, pareciam desenhos abstratos de sua alma se expressando, acho que nunca vi nada tão sincero quanto aquele momento, o vento parecia acompanha-la, jogava seus cabelos em direções aleatórias, a hora que mais gostava era quando seu cabelo escondia seu rosto, parecia me encher de mais mistério ainda. ela segurava as duas pontas do vestido, toda sorridente, parecia que estava tocando that joke isn´t anymore do smiths em sua cabeça, com aquela batida de dois pra lá, dois pra cá. Nem precisa dizer que eu a sigo por todo caminho enquanto ela dança. Mas então, ela some, como quando se joga areia pro vento, e tudo era muito surreal pra ser verdade, eu acordo e lá estou de novo, deitado no meu travesseiro, tentando entender porque acordei. 


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ego nu

Nessa busca incessável de saber quem sou, eu me defino como o tudo, sou tudo que você puder ver, o que você quiser, eu sou fácil, em uma hora eu sou seu pensamento, em outra fui lembrança, sou criança, sou adulto que não se cansa de amores, de vingança, sou meus horrores, flores, cores, sou o que eu nem sei ainda, sou azul e outrora sou verde, nele tudo existe, um mundo cheio de coisas, um uno em muitas horas, um coletivo em muitas outras, inventivo, intuitivo, amigo... posso ser tudo isso, ou nada ser, eu sei que amor não falta, o fio da vida não faltará.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Minha consideração sobre tempo

Ô tempo, meu amigo, vai dizer a ela que vc gira em torno dela
que suas horas e minutos são letras, que forma apenas um nome.
Tempo, você sempre foi meu melhor amigo, um curador, um mago, um mistico.
eu sempre esperei você passar, e tudo ficou bem, mas meu amigo tempo, tem coisas
que você não consegue apagar, que foi a mancha do vinho na camisa, aquele coração partido
em 300 pedaços, minha querida vó. Mas te agradeço tempo, por acordar e não lembrar de coisas
irrelevantes em minha vida, por esperar em você e enxergar retorno. Por isso te digo tempo,
inimigo do engarrafamento, sedento de tudo, lento porem justo, tu pra mim és o vento, que atento eu espero.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

E a gora eu vou

E o que foi nunca volta, nunca voltou
e eu esperei, esperei... meus pés se cansaram e a minha mente fadigou de tanto pensar.
E eu tentei me julgar por isso, fui injusto, por que sempre sou tão duro comigo?
e as pessoas que dispensaram meu afeto, nunca mais terão o mesmo, eu disse nunca.
Cansado assim eu vou, passarinho que voou é de cantar, na minha janela e na sua casa vai pousar
vai te dizer que o vento mandou avisar, que meu coração pequeno vai repousar, e que o amor não terá mais data pra voltar.