Ele era um cara simples, acordava no meio do dia, não tomava café da manhã
almoçava e logo se infurnava na biblioteca, onde passava horas a ler contos e histórias,
ele sentava perto de uma mesa bem grande, na parte mais silênciosa da biblioteca onde ninguém sentava,
exceto uma certa garota de cabelo diferente, que ia 3 vezes na semana para ler o mesmo livro, parece ser
ocupada mas liberava pequenos sorrisos em certos trechos do livro. Eu já e percebia ela algumas vezes, mas ela chegava tão corrida e ia direto pro seu livro, que nem minha respiração do outro lado ela ouvia, mas eu sabia de cor o som do seu chinelo arrastando, e o ar que tomava antes de começar o capítulo. Essa se tornou o penar da minha imaginação, era o ombro dela que eu queria beijar de manhã, era no seu colo que eu queria fugir de mim, e era no som da tua voz que eu queria me embalar, no seu olho puxado quando sorri...
sendo assim nesse intervalo que meus olhos viam sua imagem através do livro que eu lia, que eu imaginava...ah menina moça, é numa página desse teu livro que tu me acha e me chama pra ficar com você.
terça-feira, 22 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Mais um pouco sobre
Escrevo sobre a cidade, mas não passa de agonia e barulho
tentei escrever também sobre as flores, mas as flores só podem ser
em sua forma sublime quando fixadas na terra, então eu falo sobre você
e então percebo que passaria horas sentado em um lugar qualquer, com
qualquer coisa que seja de escrever, poderia falar do cumprimento do seu cabelo
ou o jeito que fala... se houvesse uma prova sobre você, teria nota maxima. Mas de que adianta?
você esta lá e sua mente mais longe ainda, sintonizo em você mas só toca a mesma música, a mesma
música que não te diz nada. E eu aqui, ouvindo os pingos da chuva lá fora e tentando orquestra-los para o papel tentando estar mais próximo (em vão) eis uma palavra que me tira do sério. Mais tardar eu terminarei esse versinho sobre efeito do dia fadigante, do cansaço e solidão diária, da falta de um abraço (seu), como um ser humano normal do cotidiano. Isso tudo é muito estranho, não tem nome, nem cor, nem imagem, mas é algo muito bom, algo muito puro e de verdade, que seja, enfim encontro algo que reflita minha alma em sua forma mais original, a alma artista e solta como o vento, a alma detalhista e risonha, aquela que não carece de mais nada além.
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