sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cheio de ar

Só o momento faz você dizer o que precisa, só o tempo encurta tua vida, só o vento me diz sobre sua ida.
Só sabe quem abre o olho no escuro e sente que precisa pensar em tudo que quer, só pra esvaziar um pouco
só pra ter essa falsa sensação, sempre quando penso muito parece que me encho mais ainda deles.
Só como o sol quente ao meio dia, uma brisa solitária que entra pela janelinha daquele quarto dos fundos.
Só, como se fosse resolver algo, (riu) quem não é ? quem não ?
Só, porque é assim que nascemos, é assim que nós vamos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Súbito e infinito


Foi tanto que nem coube, gostei tanto, tanto de gostar pro meu coração pequeno
uma sobrecarga, agora ele me espalha pensamentos desenfreados, estou quase rezando
pra não pensar nisso, mas ai vem de novo, e de novo, e aqui na minha cabeça parece haver uma batalha
entre o querer (emoção) e o racional, onde nada sai ganhando, apenas a inconclusão. Iludir-me é
trair-me, é falar pro espelho que foi e ele te responder o contrário, e eu saber reconhecer. Eu que me conheço sei
da minha felicidade embaixo da tua saia morena, foi embaixo da tua
saia rodada que eu me fiz morena, fiz casa de madeira, muito boa de morar...morena.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Coração de pano

E da licença aqui, meu coração quer passar, aos farrapos, precisando de ajustes
precisando de um lugar pra ficar, sem estrutura pra guardar alguém, pobre dele
esta num estado pior do que de um criminoso. Coração vagabundo, não cansa de apanhar
mesmo sendo vadio, é romântico, é vermelho sangue, é de tentar ainda, como uma criança teimosa.
Esse que é tão grande, mas encontra-se tão pequeno e encolhido, tão distante e distraido.