quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mais um pouco sobre

Escrevo sobre a cidade, mas não passa de agonia e barulho
tentei escrever também sobre as flores, mas as flores só podem ser
em sua forma sublime quando fixadas na terra, então eu falo sobre você
e então percebo que passaria horas sentado em um lugar qualquer, com 
qualquer coisa que seja de escrever, poderia falar do cumprimento do seu cabelo
ou o jeito que fala... se houvesse uma prova sobre você, teria nota maxima. Mas de que adianta?
você esta lá e sua mente mais longe ainda, sintonizo em você mas só toca a mesma música, a mesma
música que não te diz nada. E eu aqui, ouvindo os pingos da chuva lá fora e tentando orquestra-los para o papel tentando estar mais próximo (em vão) eis uma palavra que me tira do sério. Mais tardar eu terminarei esse versinho sobre efeito do dia fadigante, do cansaço e solidão diária, da falta de um abraço (seu), como um ser humano normal do cotidiano. Isso tudo é muito estranho, não tem nome, nem cor, nem imagem, mas é algo muito bom, algo muito puro e de verdade, que seja, enfim encontro algo que reflita minha alma em sua forma mais original, a alma artista e solta como o vento, a alma detalhista e risonha, aquela que não carece de mais nada além.


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